quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mistura de bolo

Ao se definir, Ana procurou no SER, aquilo que não encontrava em supermercados. E assim foi dito:

Pintura infantil, desconexa. Atrás do lógico, há incoerência.
Mentira desvairada, mimese platônica.
Postura irregular, caráter duvidoso.
Mistura e colhe.
Dá cria aquilo que pretendes.
Grita fundo, áspero e particular.
Era o eu poético, eram pedaços de mim.
Insolúvel: água no óleo.
Súbita sensação, vontade vulnerável.
Dada, nua, completamente eu, SER.
Soluto complexo-compacto.
Assar bem.
E nada mais.

3 comentários:

Paulinha Felix disse...

Perfeito! Uma receita bem equilibrada, ritmo, palavras, sentidos!

Muito bom, Kassinha!

=*

Rívison Batista disse...

kassinha, to com blog agora. visita lá e add o endereço dele aqui, pra ele ficar famoso

=**

http://meiopalavraobasta.blogspot.com

Clayton disse...

gostei muito
tão fluido
Ana pra mim
é o nome mais literário q existe