segunda-feira, 26 de maio de 2008

Num espaço

Ela achava no espaço vazio a razão para seguir. Buscava perguntas e elas surgiam sem respostas. Queria passar o tempo, queria adivinhar. Queria nada. Não queria nada. Jurava que não. Poderia querer o cheiro, aquele dos olhos brilhantes. Era só isso.

Jurava querer o que todos queriam, jurava baixinho, só para ela, mas não queria jurar. Queria lê todos os livros e assim saberia que poderia saber, assim, sem querer. Mas querer, ela não queria. Jurava que não.

Não, ela não jurava. Apenas queria pouca coisa. Era justo. Coisa só dela. Ali, onde era vazio, seria só dela.

O vazio poderia completá-la, só o vazio. Que era só dela e não de ninguém. Assim poderia jurar. Jurar para ela o que seria só dela:

O vazio.



2 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

Não sei bem o que dizer sobre esse post. Gostei! Achei meio Clarice, aquela coisa meio intimista com um "q" de reflexivo. As vezes me sinto assim, buscando me adequar a algo que não sei bem o que é. meio perdido e ao mesmo tempo tendo um roteiro de vida ali, exposto, pronto para ser seguido. só que as vezes não é o que queremos e ficamos desse jeito. n sei se me fiz entender mas....

bj Kassandra!

Rívison Batista disse...

ae kassinha

=PPPPPPPPPPPPPPPPPPP